quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
a magia que constrói o amor
''Descobri que o que mais precisamos aparece quando menos esperamos, que o que nos irá proporcionar os melhores dias das nossas vidas aparece quando tem de aparecer, sem pressas, com uma vontade enorme, ainda que subtil, de embelezar o nosso percurso, seguir os nossos passos e dar-nos a mão em todos os momentos.
Vamos sempre a tempo de aproveitar o melhor tempo do mundo. E eu encontrei esse tempinho que me faz ver que vamos sempre a tempo de sermos felizes."
sábado, 25 de dezembro de 2010
perfeito juízo
Um dia vais ter que por uma mochila as costas e ser tu a atravessar o oceano, porque o facto de teres nascido aqui não quer dizer que este seja o teu lugar.
É tão bom sentir-me assim, tranquila!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Somos tão banais, tão influenciados, tão inconstantes, tão … inconscientes! É isso, inconscientes. Adoramos pôr a carroça à frente dos bois e a noite à frente do dia, adoramos começar pelo prato da sobremesa e começar pela gargalhada antes da piada ser lançada ao ar. E é neste clima que vivemos, num clima de constante inconsciência que nos torna banais nestas nossas influências. E em tantas influências esquecemo-nos dos que realmente pintam o céu e o mar da nossa vida de azul e desenham em tons de amarelo os raios de sol quente no nosso dia-a-dia, esquecemo-nos de quem nos trava uma lágrima e a substitui por um ‘secret smile’. Todos passamos pelo mesmo, ora não fosse este o erro mais banal que actualmente se observa. O que se julgava ser cruel, actualmente é banal e, por isso, estes erros já são insignificantes e só interessa o que fazemos depois de cometer estes erros. Se os admitimos, se os corrigimos, se conseguimos passar uma borracha por cima das nuvens pintadas de cinzento no céu azul que outrora tenhamos rascunhado. Nesta época não gosto lá muito de ver nuvens cinzentas no meu céu, já por isso peço-te que as apagues, pois sei que não é isto que desejas. Sei que não és assim, que és capaz de colorir da melhor maneira o meu dia e rasgar-me o maior sorriso apesar dessa inconsciência que te influencia todos os dias.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Há que lutar pelos sonhos, mas há que saber também que quando certos caminhos se mostram impossíveis, o melhor é guardar energias para percorrer outras estradas. No final de contas, somos aquilo que pensamos. As nossas emoções são escravas dos nossos pensamentos e nós somos escravos das nossas emoções. Não se pede carinho, nem amor, nem atenção, nem tempo a ninguém. Se as pessoas gostarem mesmo de nós, acabam por nos dar tudo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
"Esta vida aqui na Terra não é fácil, principalmente porque não se sabe viver. Vivemos em busca de eternas felicidades, sonhos realizados e facilidades, mesmo que para tal tenhamos que mergulhar na ilusão e na irrealidade. Pensamos pouco e, por isso, usamos as palavras mais fáceis e comuns para expressar tudo aquilo que nos vai na alma, nem que tenhamos que inventar assim só um bocadinho para parecer belo e profundo, terno e imortal, delicado e sentido. E soltamos um sorriso, enquanto pensamos que somos, de facto, muito bons em conquistar o coração dos outros! Regemo-nos pela lei do menor esforço, gastamos o nosso vocabulário e temos medo de enfrentar mudanças. Choramos demasiado aquilo que não temos em vez de apreciar o pouco que nos resta e desfrutamos pouco daquilo que temos porque pensamos que falta sempre qualquer coisa… vivemos em busca da perfeição e somos os seres mais imperfeitos de toda a história da Vida. Queremos ser felizes, para sempre. Acreditamos na eterna felicidade porque aquele ou aquela nos conquistaram o coração com doces palavras e carinhosos actos, mesmo que tenham sido os mais banais. Já que queremos tanto atingir a perfeição, podíamos todos parar uns segundos antes de falar e pensar antes de agir. O problema nem sempre está naquilo que se diz, está nas palavras que se utiliza e na forma como se expressa. A má interpretação afecta-nos a todos e é sempre mais fácil escolher o caminho mais próximo para descodificar o que está por detrás de olhares, palavras e sentimentos e eliminamos imediatamente todas as outras opções. A felicidade está ao alcance de cada um que saiba aproveitar o que tem em mão, que saiba parar e pensar na sua vida, que saiba aceitar as mudanças e os obstáculos que tem que enfrentar, que saiba acima de tudo escolher o dia certo, a hora certa e o coração perfeito."
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
a tua ausência foi a resposta
E se eu te pedir para não me deixares? Tu ficas aqui, comigo? Tu abraças-me como sempre? Beijas-me como só tu sabes? E se eu te pedir para não me deixares? Tu olhas-me nos olhos? Tu choras comigo como sempre fizeste? Tu dizes que me amas daquele jeito de ternura intenso? E se não ficares? E se eu pedir e tu fores sem sequer olhar para trás, como eu fiz? Eu aguentarei? E se eu mergulhar no nosso Mundo e nunca mais sair? E se eu precisar de ti? Tu não voltarás? E se a dor for tanta que eu necessite de te ver nem que seja por um segundo? Tu deixas? E se eu precisar de mais uma tarde enrolada em lençóis, com mimos, sorrisos...? Tu dizer-me-ás que não? E se eu precisar de mais umas horas a fazer amor? Mais uns minutos a tocar-te? Mais uns segundos a beijar-te? Tu permites? Permites que eu seja feliz mais um bocadinho? Ou darás essa felicidade a outra mulher? Ficarei sem tudo aquilo que construí após o meu Mundo arruinar-se? Irás tu embora da minha vida sem mais uma palavra? Eu morreria. Eu não aguentaria o vazio que iria sentir! Tu completas a maior parte de mim, e a melhor. Não vás. Por favor!... mas, se fores...vais ter saudades minhas?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Já não me lembrava de sonhar contigo. Esta noite os sonhos voltaram, foi estranho! Parecia tão real.. Vi-te ao longe, e, de repente já nos estávamos a tocar, já estavas ali ao pé de mim. Os nossos olhos fixados um no outro, as nossas mãos dadas como se de ímanes se tratassem, não haviam palavras, não haviam vozes, tanto eu como tu não dissemos uma palavra que fosse, o silêncio ali sentia-se mas nós conhecia-mo-nos como ninguém, tu sabias bem que movias cada fibra do meu organismo e eu sabia bem que também não te era indiferente. Não sei explicar como porque os sonhos são mesmo assim as coisas acontecem mas nem todas se interligam e por isso, é que se tornam tão estranhos e confusos, já noutro local com pessoas estranhas, uma confusão imensa e barulhos ensurdecedores, sinto os teus braços entrelaçados nos meus, soltou-se um abraço. Foi tão apertado, foi tão forte, foi tão cheio de pormenor, parecia tão real.. Mas sabes o que foi ainda mais estranho? Apesar de todo aquele barulho e agitação, nós os dois mantivemos o nosso silencio. Torna-se dificil para mim explicar, porque como já disse as coisas não interligam umas nas outras e nem eu própria me lembro como lá fomos parar outra vez, onde estivamos de mãos dados e fixados um no outro, mas desta vez lembro-me que me passavas a mão na face enquanto nos beijávamos, um beijo longo ou curto já não me consigo recordar, mas senti-o como se tudo isto não passa-se de um sonho. Parecia tão real.. Já não sei onde, ouvi alguém a chamar pelo teu nome, não vi quem era mas também não reconheci a voz e quando dei por mim já só tínhamos os nossos dedos indicadores agarrados como se nos tivessem a arrancar, mas mesmo assim mantivemos o nosso silencio. E a voz continuava.. entretanto acordei! O nosso forte era o silencio. Na verdade este sonho até teve algum nexo, retratou o nosso estado porque na verdade agora o nosso forte é o silencio. Deixamos de usar demasiadas palavras, gastas palavras, escusadas palavras. Se fiquei com saudades ou se as consegui matar? Muito sinceramente não sei, mas também não me vou preocupar em saber. Mexeu comigo e talvez por isso tenha necessitado de escrever. Até já ou até um dia outra vez nos meus sonhos, ou não. Vou continuar a minha vida, segura, calma, alegre, tranquila e contente.
"Um dia destes vamos vaguear pelas ruas, sentar num banco de jardim e conversar até cessarem as palavras. E nós, como nos sentimos à vontade um com o outro, conseguiremos estar sentados lado a lado sem dizer absolutamente nada. Mas promete-me que guardas silêncio…"
"Um dia destes vamos vaguear pelas ruas, sentar num banco de jardim e conversar até cessarem as palavras. E nós, como nos sentimos à vontade um com o outro, conseguiremos estar sentados lado a lado sem dizer absolutamente nada. Mas promete-me que guardas silêncio…"
terça-feira, 23 de novembro de 2010
longe, cada vez mais longe
Será que com o tempo te vais esquecer do formato das minhas mãos, do meu sorriso, do meu formato facial, do meu cabelo, do meu olhar? Tu não me vês, não me ouves, não me tocas. Com o tempo tu até podes deixar de me conhecer, podes deixar de te lembrar de mim. Podes! Tu podes-me esquecer e deixar-me aqui, só, agarrada a ti. Podes, sim! E eu tenho medo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
matas-me
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"Mal consigo dormir. Não sei é por estar com a cabeça a andar a mil à hora ou se é pelo medo que me consume. Não sei se é por ouvir os barulhos da noite ou se é por estar cheia de frio. Desprotegida… talvez não saibas como é sentir-se assim, visto que estás incessantemente a ser consolado e a angústia do vazio não deve gostar de ir para esses teus lados. Por favor, protege-me, para que eu consiga fechar os olhos e sentir-me despreocupada caso passes pelos meus sonhos. Só preciso que seja curto e intenso, mas protege-me. Preciso do teu ombro para me consolar, mesmo que no final do dia partas para a tua constante felicidade mas… deixa-me pecar só mais uma vez. Eu preciso de dormir!"
ontem, estive á tua espera
domingo, 21 de novembro de 2010
tired
04:13h, 21/11/2010
Abro os olhos com esforço e, imediatamente, reconheço que não estou em casa. Analiso as duas pernas debaixo do tecido quente e aperto os olhos com dor. Estou cansada e detenho um sono maior do que eu. A claridade tardia trás consigo vozes conhecidas e eu, até ai feliz, abro muito os olhos para a janela ao meu lado e sinto o peito diminuir com a saudade. O tempo está a passar muito lentamente, e tu continuas igualzinho. Não existe vento que te leve e antes existe-se. E hoje estou mesmo cansada. Hoje estou cansada porque sou eu que não me consigo desligar de ti, porque as saudades estão a matar-me, porque o meu corpo (ás vezes) ainda te procura e deseja muito, porque o meu coração não sabe desligar-se de ti e antes o meu coração soubesse. Hoje largava tudo, largava tudo o que carrego e cometia uma loucura! Podia ser que o cansaço não me consumi-se o corpo e a alma. Hoje, podíamos fazer assim, encontrava-mo-nos, mas eu não digo quem sou e tu não dizes quem és. Vamos fazer assim mas não vamos contar a ninguém. Nem a nós próprios. Vamos apenas deliciar-nos com o momento. Não precisamos de saber quando medimos nem a roupa que trazemos, a luz tem que estar apagada. Não te esqueças que só podes vir tu.Tens de vir, podes até fingir que não sabes o meu nome e inventares um nome todo fofinho. Ah! Tens de dizer que mesmo no escuro estou linda, que um dia por muito tarde que seja me vais amar como eu hoje te amo a ti. Vamos fazer assim, eu arrumo o quarto mas não posso meter velas, ia estragar o nosso sítio. Tem que ser tudo como o teu amor é por mim. Mas vá, vamos fazer assim e depois vais embora. Mas não podemos contar a ninguém. Ninguém precisa de saber que dois conhecidos se vão desconhecer por uma noite. Ninguém precisa de saber que vai ser só uma noite. Nem nós. Espera, nós, (ou eu) até podemos acreditar que vão ser todas as noites. Que mesmo no escuro nos vamos reconhecer sempre. Vá, lembra-te que ao entrares não vale espreitar por a luz que vem de fora, vem já com os olhos fechados da rua e não estragues isto que é tão bom. Vamos fazer assim vens tu e não te esqueças que podes falar, podes comunicar comigo. Não é preciso desconhecermo-nos a 100%. Mas vamos é inventar uma regra, vamos mentir. Vamos dizer que somos solteiros temos 25 anos, temos emprego e vivemos sozinhos. Vamos mentir. Não vamos chorar nem tu me vais fazer chorar com a realidade. Depois vais-me mentir, agarrar-te a mim, fazer-me promessas, todas relacionadas com a mentira e o prazer, depois vamos falar, mas não de nós, porque não nos podemos conhecer de verdade. Vamos falar daquilo que queríamos ser e do mundo como gostaríamos que fosse. Não vale ligar os candeeiros. Depois, também podes deixar uma folha escrita, no escuro, para eu ficar a conhecer a forma das tuas mãos. Não deixes nada claro, não quero conhecer a tua mente.Não precisas de ligar aos teus pais e dizer que vais chegar atrasado e eu não preciso de ligar a ninguém também. Se for preciso mentir, mente. Mas não digas que vens aqui. A única coisa que sabes de mim é a minha morada. E não podes saber mais nada. Vá vamos fazer assim. Tu não me conheces, eu não te conheço. E depois, se, amanhã passar por ti na rua, vamo-nos cumprimentar e continuar a nossa vida. Não precisamos de mentir um ao outro e dizer que o nosso amor pesa o mesmo na balança. Porque não pesa. O meu vai pesar sempre mais que o teu. Por isso na vida que nos conhecemos vamos fazer apenas isto, não vamos mentir. Vamos ser verdadeiros para que o sol que me ilumina de dia, - e não de noite quando os nossos corpos conhecidos se desconhecem, -me ilumine sempre. E eu nunca precisar de candeeiros acesos. Vá vamos fazer assim, mas shiu não contes a ninguém. Let's go!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
bestfriend
Sentimento relativo negativo privado,
situado num Mundo fechado em castidade,
graduado sem medalhas com batalhas mentais,falhas
vocais.
(...)
Prisão domiciliária mas apenas temporaria,
porque eu saio de precária para ver o que se passa,
faça o que eu fizer ou disser nada muda a desgraça,
é o destino que se traça numa vida que fracassa,
s´a vida é um jogo eu jogo com fair-play,
vivo sem cozinheira o piteu é take-away,
não há reuniões nem horários em refeições,
nem discussões de familia em frente a televisões,
na rua a poção é fumarem e beberem,
nocção de diversão como pais antes de o serem,
boatos querem alvos mas erram na pontaria,
miséria que é companhia na terra da chibaria,
mentalidade juvenil,mas sem estilo,
mantenham em sigilo,o elixir a alfavil,
só quero tar informado com vontade de saber mais,
criticado por não ser criticado pelos reais.
Juventude mostrem a coragem,
façam o futuro à vossa imagem,
porque a censura faz homenagem,
como quer,quando quer,como quer.
(...)
É exactamente daqueles que mais nos amam que saltam as críticas mais duras. São eles que nos conhecem, que esperam sempre o melhor de nós, quanto mais não seja pelo amor que nos têm ... tenho muitas saudades tuas, volta anjinho! Love you ♥
situado num Mundo fechado em castidade,
graduado sem medalhas com batalhas mentais,falhas
vocais.
(...)
Prisão domiciliária mas apenas temporaria,
porque eu saio de precária para ver o que se passa,
faça o que eu fizer ou disser nada muda a desgraça,
é o destino que se traça numa vida que fracassa,
s´a vida é um jogo eu jogo com fair-play,
vivo sem cozinheira o piteu é take-away,
não há reuniões nem horários em refeições,
nem discussões de familia em frente a televisões,
na rua a poção é fumarem e beberem,
nocção de diversão como pais antes de o serem,
boatos querem alvos mas erram na pontaria,
miséria que é companhia na terra da chibaria,
mentalidade juvenil,mas sem estilo,
mantenham em sigilo,o elixir a alfavil,
só quero tar informado com vontade de saber mais,
criticado por não ser criticado pelos reais.
Juventude mostrem a coragem,
façam o futuro à vossa imagem,
porque a censura faz homenagem,
como quer,quando quer,como quer.
(...)
É exactamente daqueles que mais nos amam que saltam as críticas mais duras. São eles que nos conhecem, que esperam sempre o melhor de nós, quanto mais não seja pelo amor que nos têm ... tenho muitas saudades tuas, volta anjinho! Love you ♥
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
do you remember?
«quem me dera que se eu te segredasse ao ouvido tu sonhasses comigo.»
Bons sonhos..
Bons sonhos..
"Eu quero lá saber que não tenha notícias tuas. Vou continuar tranquila e calma, no meu lugar. Estou-me nas tintas se continuas a sorrir e sem pensar em mim. Porque sabes? Eu sei que em algum momento da tua vida fui eu quem esteve sentada do teu lado e foi em mim que tu pensaste durante noites na tua cama. Eu quero lá saber que não queiras saber de mim e que te esqueças do meu nome. Porque sabes também? Eu sei que um dia ambos quisemos os dois saber um do outro e que esquecermo-nos não estava correcto. Eu sei bem que já ocupei lugar na tua vida e tu já ocupaste lugar na minha. Nunca com o mesmo peso. E talvez fosse esse o meu erro. Não jogar com o mesmo ás de espadas que tu. Mas sabes? Também quero lá saber que hoje ainda pense em ti. Um dia vai passar e eu sei que um dia também pensaste em mim e me desejaste da mesma forma, como desejei de ti. Não vais mudar isso. E não negues. Eu quero lá saber que tu queiras lá saber de mim. Sabes? Um dia quem vai mandar no jogo sujo que fazes é aqui a dama que mesmo não sendo palha ganha dois pontos. Tu ganhas onze. És o às. Mas um dia quem vai ganhar é aqui a dama. Tu vais mudar de camisola. Eu vou continuar a somar números pares. Vê lá, nem nisso somos iguais. Tu és ímpar e eu sou par. Mas sabes porque também me estou nas tintas? Porque um dia, e não foi há muito tempo atrás, não quiseste saber que as nossas cartas não se juntavam no mesmo baralho. Um dia fizeste batota para vir ter comigo. E isso conforta-me. E põe-me nas tintas também. Um dia vou-te esquecer mas para já vou continuar a desejar-te. Sabe-me bem sabes? E eu quero lá saber que nem saibas que a minha cama só me aceita quando penso em ti, eu quero lá saber que nem saibas que passo os dias a imaginar-te a ti e à tua flor. Quero lá saber. Porque sabes? Um dia eu sei que quiseste lá saber do resto e só quiseste saber de mim. Um dia eu sei que só quiseste mudar e subornar o rei para seres par também. Um dia eu sei. Um dia eu sei que quiseste fazer parte do meu baralho, assim da mesma forma que eu quis fazer parte do teu. E por isso quero lá saber. Quero lá saber, porque um dia aqui a dama vai conseguir somar onze pontos às costas – não ao coração – e agora quem irá reinar não é o onze nem a tua camisola suja, sou eu. A pequenina de número par e dois pontos que um dia a amaste tanto como ela te amou a ti."
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
amanhã retomo a rotina
Hoje. Esqueci-a o que aconteceu, esquecia o mal que causamos um ao outro, esquecia as palavras mal ou bem ditas, esquecia os gestos indelicados, esquecia o rancor que guardo todos os dias, esqueci-a quem está do teu lado agora! Esqueci-me, por hoje..
terça-feira, 16 de novembro de 2010
penúria
Parece que o tempo parou desde que descobri a verdade: o meu falecimento, a minha sepultura feita das tuas mentiras, o meu coração enterrado juntamente com o teu corpo. Pena ter-me esquecido de enviar junto, pelos vistos, as memórias e as lembranças.
Isto tudo parece um daqueles pesadelos que ninguém compreende, em que quanto mais se tenta correr, mais se abranda, e quanto mais se tenta gritar, mais a voz se abafa – e eu só queria correr para longe de ti, gritar-te para saíres de vez da minha mente, do meu mundo já há muito desmoronado, aliás, desejava nunca ter-te conhecido, assim, nunca teria provado o sabor bem amargo da traição, do engano, da força descomunal da violenta mentira, como se fosse uma chapada na minha cara: mais uma desilusão. Odeio esses olhos maravilhosos, profundos, que tanto me hipnotizaram; odeio esse sorriso gracioso, que tanto me convidara a ficar; odeio a tua pistola apontada ao meu coração, pronta para disparar a cada momento; odeio o teu corpo de escultura digna de um Miguel Ângelo, de um verdadeiro deus de Ébano; odeio o teu jeito próprio de quando me beijavas e a forma tão única de me tocares; Odeio-te por que nunca me amaste; caso contrário não tinhas destruído tudo o que até então tinhas conseguido: a edificação da nossa casa com alicerces tão seguros, contudo sem tecto, mas com um chão bem assente, constituído por várias camadas de betão, onde sobrevivíamos unidos deitados na minha cama, que te elegeu Senhor dos meus lençóis, porém com apenas duas janelas, para deixar a luz entrar e quatro paredes para nos abrigar do vento forte das tempestades; mas tu cismaste em querer uma porta, e aí começaram as invasões e as partidas. Destruíste tudo: deixou de haver chão forte, paredes fixas e até quiseste comprar umas cortinas para as janelas – ficou tudo tão escuro, que ainda hoje não mo permitem sair deste limbo.
Consegues mexer com cada fibra do meu corpo, manipular cada hormona do meu organismo, fazer-me gritar enfurecida, sentir o meu sistema nervoso entrar em erupção. Porquê que continuas a ter este feito em mim? Raios!
Cuspo-te um grande odeio-te na cara para percebes este grande rancor que guardo dentro de mim, que nunca te irei perdoar, nem te irei dar a mão para te levantar quando estiveres num buraco bem fundo, na penúria que é, no fundo, a tristeza desta vida tão difícil. E aí vais ver o que eu estou a sentir neste momento, vais provar o sabor amargo deste buraco fundo onde me encontro. Não me levantas, andas de mãos dadas com outra enquanto eu cá estou caída, mas há-de chegar a tua vez! Oh… Ilusão desamarra-me dos teus troncos e deixa-me partir. Quero deixar de ser escrava deste amor que me enlouquece, que não me merece, que me auto destrói por completo. Deixa-me voltar a ver, a absorver a luz.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
parabéns
Ganha vergonha na cara, deixa de ser falso e assume os teus erros! Cometi muitos mas sei assumi-los, e tu menino "bonito" que dizes não ser falso com ninguém preferes dizer que eu ponho toda a gente contra ti e que sou falsa perante todos, aprende a assumir os teus erros e a reconhecer o tão sem coração que foste. És horrível, és escuro e o meu sentimento por ti a cada dia que passa desvanece! E desde já te dou os parabéns pelo óptimo actor que foste..
domingo, 7 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
is written on the lines of fate: I'll never let you die
Eu estou presa, com os meus pensamentos em ti, na tua memória?
Todas as músicas me lembram de como costumávamos ser!
Todas as músicas me lembram de como costumávamos ser!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
vou deixar de me preocupar
Eu sei que parti e me pediste muito para ficar. Era impossível ficar, tu sabes disso! Ou se calhar não saibas, eu já não sei o que tu sabes ou não. Eu não consegui ficar, nem mesmo agora que as saudades são muitas e a tua falta é imensa eu não conseguiria ficar. Foi de todo muito grave aquilo que aconteceu! Eu sei, eu sei que não deveria ter agido daquela maneira, dizer-te as piores palavras sem as sentir. Quer dizer, naquele momento parecia que as sentia mesmo, foi uma dor enorme, foi o maior desespero. Eu não estava a contar com isto de ti, não estava e ainda hoje me custa acreditar! Mas foi uma fracção de minutos em que as senti porque por muito que eu me queira afastar de ti, por muito que eu não queira gostar de ti, tu és e serás para sempre o dono deste músculo central que me faz manter "viva", por muito mal que me possas ter causado e por todo o bem que me causaste. Ouve, eu não te peço o nosso mundo de volta porque eu não quero isso, agora não. Só quero que saibas que tenho tido muito frio e sonho que me visitasses e aquecesses, que pegasses na minha mão e me dissesses que eu não estou só, que estás sempre do meu lado e que um dia damos certo. Apesar de nos termos falado nestes dias, não sei nada de ti, não sei o que sentes em relação a tudo, não sei se te é indiferente ou não. Mas já consigui tirar as minhas próprias conclusões porque "para bom entendedor meia palavra, basta."
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
pensas muitas vezes em mim?
"Não tentes apagar-me da tua vida porque durante muito tempo no teu coração, eu vou viver. Aqueles detalhes, tão pequenos e insignificantes de nós dois vão persistir, resistir, porque são coisas muito grandes para esquecer. E a cada passo que deres, nessa tua vida tonta, agitada, vão estar presentes, vais ver. O olhar meigo, o sorriso, as coxas macias e acetinadas, a voz embargada, o corpo, a alma, ou qualquer outra coisa assim, imediatamente, vão fazer-te lembrar de mim. Calculo que outra mulher deva estar a sussurrar ao teu ouvido, palavras de amor como eu sussurrei, mas eu duvido… duvido que ela tenha tanto amor e até as metáforas do meu português, e em todos esses momentos…vais-te lembrar de mim. À noite, quando a lua e as estrelas entrarem pela janela e envolverem o silêncio do teu quarto, antes de dormir procuras a minha imagem. Mas da moldura não sou eu quem te sorri, apesar disso, ouves as minhas gargalhadas mesmo assim, e tudo isto vai fazer-te… lembrar de mim. Se os dedos de alguém tocarem o teu corpo como eu... não digas nada. Quando a boca que te saborear o sal da pele, não for a minha... nada digas. Cuidado…. para não gemeres o meu nome baixinho, sem querer, à pessoa errada… Pensando que é amor o que sentes nesse instante, desesperado, tentas até o fim… e até nesse momento mágico… vais-te lembrar de mim. Eu sei que todos estes detalhes vão evaporar-se na longa estrada. O tempo tem o dom de transformar um grande amor em quase nada. Mas também é mais um detalhe, uma história de amor como a nossa, não vai morrer assim, por isso, de vez em quando… vais-te lembrar de mim."
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"por mais coisas que possas dizer, é impossível eu desaparecer da tua vida, eu sei que vais pensar muitas vezes em mim mesmo que não queiras"
Nisso não posso deixar de concordar contigo. Por tudo o que vivemos, tudo o que partilhamos é impossível alguma vez me esquecer de ti e tu de mim! E isso é tão certo como as estrelas são do céu e como a areia e os golfinhos sempre foram do mar. Queria tanto dizer que te odeio, sim é isso mesmo que me apetece dizer-te mas tu sabes bem que na verdade, eu amo-te como nunca ninguém te amou! Como nunca ninguém te irá amar.
Iremos ser cúmplices um do outro, para toda a vida, quer queiramos, quer não.
Nisso não posso deixar de concordar contigo. Por tudo o que vivemos, tudo o que partilhamos é impossível alguma vez me esquecer de ti e tu de mim! E isso é tão certo como as estrelas são do céu e como a areia e os golfinhos sempre foram do mar. Queria tanto dizer que te odeio, sim é isso mesmo que me apetece dizer-te mas tu sabes bem que na verdade, eu amo-te como nunca ninguém te amou! Como nunca ninguém te irá amar.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Abre a porta, se faz se favor. Abre, sim. Eu sei que me pedes muito, e me gritas com a boca suja de calunias, mas eu não fico, as razões para ficar são muito escassas, e as razões para partir transbordam a minha mente. Ouve-me. Eu falo. Tenho a mais absoluta das certezas, que, agora, me vais prometer mundos e vidas, sim, cores de tons diferentes, sorrisos a cada esquina, mas não sejas hipócrita, não me insultes, de parva não tenho nada, agora já não, e os sorrisos, roubaste-mos todos. Abre a porta. Não me podes tocar. Não. O teu tocar é tão falso e enganador, oh, mas, eu já estou tão cansada, carícias tens tu muitas, neste momento, não posso negar. Mas elas enganam, tentam pintar-te doutra maneira, esse ser ternurento, que não és. Carícias, na hora da partida. Como podes querer que as aceite? Não posso. Já é tarde. O mal que me fizeste. Porquê? Eu já te disse, tantas e tantas vezes, eu já tolerei tantos erros, teus, ja experimentei vários prejuízos, saí sempre cabisbaixa, derrotáda. São vitórias para ti, eu sei. Foi uma sucessão de anos, dias, horas, momentos, não, nem me fales nisso, eu já perdi a noção do presente, do passado e do futuro. Eram equívocos atrás de equívocos, tantas desculpas, era o desenrolar, irreversivelmente, de acções, eu já nem sabia, o tempo parou várias vezes. Foste tão nojento. Nessa tua posição de homem viril com medo da castração, sinceramente, abre a porta. O medo já não me alcança, sim eu perdi-o algures por ai, não voltes a pedir para que fique, eu não fico e confirmo, eu não fico. Deixa-te de afirmações falsas, eu não quero ilusões, já tive e criei muitas. Abre a porta, e deixa-me sair, fecha-a depois, eu quero ter uma distância grande do passado que deixarei, quero ter a ilusão de não ter passado por aqui, sim essa ilusão eu quero. Abre a porta. A chave está aqui!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
end
"Sabes ninguém me tocou como tu, cada orgasmo que senti, senti-o contigo, lá em cima. Mas por te amar, por ter medo de sofrer, parti. Até sempre, adeus!"
terça-feira, 19 de outubro de 2010
soulmate
Seria impossivel um barco sem mar. Seria impossivel maçã sem caroço. Seria impossivel um dado com 7lados. Seria impossivel loucura sem vontade. Seria impossivel sorrir sem ti!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
para sempre meu amor: o nosso amor
Soltam-se as palavras no meio de nós e eu sinto e volto a sentir aquilo tudo que nos invadiu, o amor louco e a vontade de ficarmos juntos para sempre. Eram as tuas mãos nas minhas e eu tola por ti. Não me restam palavras. Hoje, continuo a perceber que quem amo és tu e a entender que foste a única pessoa que amei. Sujeitei-me a tudo, a mil e uma coisas que ninguém pode imaginar só porque achava que eras o meu príncipe. Morro de ansiedade para te tocar, para te beijar, para te encher de ternura e tudo de bom que possa existir. És um caminho e uma chama que perdurarão em mim, aconteça o que acontecer... Muitos bons e maus momentos passamos e nada me fez desistir de ti nem nada te fez desistir de mim (até porque não sou fácil de aturar e entender). Amo-te como um amor eterno, sonho-te todas as noites e todos os dias. Ninguém mas ninguém é capaz de imaginar o que és para mim, amor.
domingo, 17 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
que eu mais tu sejamos para sempre nós
Eu sou apaixonada e gosto de o ser. O amor para mim tornou-se uma base, um apoio, um refúgio para onde fujo todos os dias na esperança de encontrar algo melhor, algo que me faça crer na felicidade. Eu amo amar, amo amar quem amo, amo todos os sentimentos, ou melhor, todos os subsentimentos do amor. Como a loucura, prazer, vício, fogo, carinho, liberdade de expressão e de escrever, tanta coisa. Também sofro, também me correm lágrimas por vezes, também sou ciumenta louca e precipitada. Mas é isto que nos continua a dar esta relação formidável, cheia de discussões, porrada e olhares maldosos que explodem em beijos apaixonados e prazer infinito. O amor é o que me faz viver. E acho que toda a gente precisa dele, de certa forma. É algo que nos faz mais humanos e loucos até. Passamos a dar mais valor ao interior e não ao exterior, descobrimos sentimentos nunca antes vividos e sentimos a felicidade, mesmo que seja apenas uma palavra formidavelmente bonita e acessível a todos, porque todos a temos, não por completo. Acho que a única vez que fui feliz totalmente foi na infância. Agora que (acho que) estou a crescer, tenho sempre medo por alguma coisa, nunca nada está perfeito. Mas pelo que ouço e vejo é assim com todos. Todos nós sofremos de uma revolta qualquer e que nenhum afirma: "Sou totalmente feliz." A partir dos 12 começam as nossas hormonas a saltitar e á procura de novos amores, aliás, paixões. E acho que são necessárias para depois quando encontrarmos a tal pessoa, a tal alma-gémea compará-la a todas as paixões do passado de modo a torná-la fantasticamente única e preciosa. Fazer dessa tal pessoa um ídolo, um herói e um fiel amigo. Acho que só comecei a amar há sensivelmente dois anos atrás, da forma mais louca que já vi. As memórias são minhas e dele e não quero partilhá-las com ninguém. Acho que é demasiado sagrado para o meu coração. Agora sinto-me viva e humana, porque amo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Eu não quero futuros no presente, não quero promessas nem planos. O amor não se define por planos, nem por caminhos desvendados e futuros certos. O amor faz cair para o chão, não são frases de papel. São alegrias soltadas pelo o ar é pequeno aparentemente tornando-se imenso e incapaz de parar!
É sorrir por te ver olhar e te ver chegar é sentir cada momento como se fosse o último, é valorizar todo o sentimento que ambos carregamos sem pensar como será o amanhã. É viver o hoje. E tu, meu amor, ficarás em mim sempre independentemente do rumo da nossa história, tu estarás sempre comigo e tu levar-me-ás sempre contigo. Obrigada por tudo o que me fizeste guardar dentro de mim e por tudo o que me ensinas-te. Eu amo-te! Guardo em mim a certeza que me terás sempre contigo, porque tudo o que é verdadeiro é eterno. Cuidas tão bem de mim como eu cuido de ti, adoro-te!
É sorrir por te ver olhar e te ver chegar é sentir cada momento como se fosse o último, é valorizar todo o sentimento que ambos carregamos sem pensar como será o amanhã. É viver o hoje. E tu, meu amor, ficarás em mim sempre independentemente do rumo da nossa história, tu estarás sempre comigo e tu levar-me-ás sempre contigo. Obrigada por tudo o que me fizeste guardar dentro de mim e por tudo o que me ensinas-te. Eu amo-te! Guardo em mim a certeza que me terás sempre contigo, porque tudo o que é verdadeiro é eterno. Cuidas tão bem de mim como eu cuido de ti, adoro-te!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
para além de namorado, és um grande amigo
Sabes? Tenho sonhado todas as noites contigo e quem dera que seja sempre assim, sabes porquê? Tenho acordado alegre e viva!
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
tiro no escuro
Naquela noite, já entre os meus lençóis afoguei-me em lágrimas, já há muito que não me sentia assim. Lembro-me que a cada letra que escrevia as lágrimas pareciam multiplicar-se, corriam tão forte, não esperavam, não aguentavam, não conseguiam! Eram mais fortes que tudo, mais forte que qualquer base, que qualquer história. Era tão pequena, tão ingénua, tão sensível aquela pequena lágrima mas ao mesmo tempo se tornavam fogosas, velozes. Era o alivio do meu coração, a dor a sair cá para fora. Cada lágrima era uma letra de um pedaço de dor. Gritava, desesperava, chorava naquelas trevas. Estava só, não tive nenhum abraço nem o beijo na testa, ninguém me deu a mão. Então fiquei ali! Já sem forças para escrever um pequeno risco que fosse, tentei adormecer. Mas o esforço foi em vão! Lembro-me de como me agarrei á minha almofada, á minha companheira de todas as noites. Agarrei-me com toda a minha força como se me tivessem a arrancar o coração, como se te tivessem a levar ou até mesmo como se tivesses a ir embora. Foi sufocante, confesso! Nessa noite, foste um tiro no escuro.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
minha pequenina
Mais uma vez apetece-me escrever sobre ti, minha pequena. Já não é a primeira, nem segunda, nem terceira posso dizer que és muitas vezes o motivo da minha escrita apesar de nunca ter partilhado contigo as minhas palavras. Sabes? Eu tenho saudades tuas. Desse teu sorriso que me enchia o coração, das tuas palavras no momento certo, do teu abraço, de quando pegavas na minha mão a punhas sobre a tua e dizias "não chores, tu és forte" com toda a convicção e determinação. Sempre foste muito determinada. Lembro-me que foste a única pessoa que chorou comigo, conseguiste ver todo o desespero que me consumia a alma, toda a dor que se apoderou de mim, do meu músculo central. Tenho ainda saudades dessa tua boa disposição pela manhã, da tua força! Cantavas e cantavas como se não houvesse amanhã, não querias saber, naquele momento o mundo era teu, e eu, eu ria-me, ria-me por toda a alegria que me proporcionavas. Admiro-te! Conseguias fazer com que me esquece dos meus problemas e devaneios e me concentra-se inteiramente nas tuas palavras. Lembras-te quando nos apeteceu largar tudo e cometer uma loucura? Corremos para o comboio sem saber o destino que iríamos tomar, a faltar um quarto de hora para a nossa primeira aula da tarde começar. Foi uma loucura sim, uma loucura de momentos que marcou. Eu errei e tenho consciência que é difícil retomar a amizade que em tempos partilhávamos, porque não é um pedido de desculpa que irá "apagar" de certa forma os erros, as palavras ditas e as que ficaram por dizer. Se calhar, já quando tivermos três pernas, ainda nos vamos rir disto, quem sabe! Mas isso só o tempo dirá como tudo na vida. Devo-te o maior obrigada por tudo, pela maneira como sempre cuidas-te de mim. Acredita que apesar de seres pequenina, és uma grande mulher!
terça-feira, 13 de abril de 2010
22:45
Não percebo nada de massas atómicas, pares ligantes ou não ligantes, no entanto encontro-me na aula de física-química, a reflectir.
O tempo lá fora encontra-se bonito, diria até alegre. Está calor e já muita gente vestiu uma t-shirt, faz-me lembrar um dia de verão. Mas, apesar de me encontrar num dia radiante como este, eu sinto-me triste, desorientada, desinteressada. Os pensamentos maus, infelizmente, estão a triunfar. O que mais temo apoderou-se de mim hoje, chegou o medo! Aquele a quem eu tento sempre fugir, é incrível o poder que ele tem não só sobre mim, mas perante todos nós. Repara, se uma criança observar um cão a correr de uma forma veloz em direcção a ela, ela tem medo, foge, chora e procura um local seguro, onde tem a certeza que nada de mal lhe irá acontecer. E neste caso acontece o mesmo mas em circunstâncias diferentes.
Eu tenho medo que os jardins voltem a perder a cor, que as luzes dos postes eléctricos se apaguem, que as ruas voltem a ser escuras, que o brilho das coisas desapareça, que a água dos mares e dos rios seque. Tenho medo por mim, por ti, por nós! Lembro-me de todas as promessas que já deixamos voar, que se torna de uma forma aterrador todo este medo que me invade a alma. E nestes momentos, só me apetece correr para junto de ti, abraçar-te com toda a força e sentir que estou segura e protegida, que nada de mal nos irá acontecer, pois é assim que eu me sinto quando estás aqui comigo, segura, protegida, sem medos! Tu dás-me toda a segurança que eu preciso, toda a luz que eu necessito e por tudo aquilo que te esforças, por tudo aquilo que fazes por mim, por toda a felicidade que me proporcionas, tens de mim tudo aquilo que nunca ninguém teve!
O tempo lá fora encontra-se bonito, diria até alegre. Está calor e já muita gente vestiu uma t-shirt, faz-me lembrar um dia de verão. Mas, apesar de me encontrar num dia radiante como este, eu sinto-me triste, desorientada, desinteressada. Os pensamentos maus, infelizmente, estão a triunfar. O que mais temo apoderou-se de mim hoje, chegou o medo! Aquele a quem eu tento sempre fugir, é incrível o poder que ele tem não só sobre mim, mas perante todos nós. Repara, se uma criança observar um cão a correr de uma forma veloz em direcção a ela, ela tem medo, foge, chora e procura um local seguro, onde tem a certeza que nada de mal lhe irá acontecer. E neste caso acontece o mesmo mas em circunstâncias diferentes.
Eu tenho medo que os jardins voltem a perder a cor, que as luzes dos postes eléctricos se apaguem, que as ruas voltem a ser escuras, que o brilho das coisas desapareça, que a água dos mares e dos rios seque. Tenho medo por mim, por ti, por nós! Lembro-me de todas as promessas que já deixamos voar, que se torna de uma forma aterrador todo este medo que me invade a alma. E nestes momentos, só me apetece correr para junto de ti, abraçar-te com toda a força e sentir que estou segura e protegida, que nada de mal nos irá acontecer, pois é assim que eu me sinto quando estás aqui comigo, segura, protegida, sem medos! Tu dás-me toda a segurança que eu preciso, toda a luz que eu necessito e por tudo aquilo que te esforças, por tudo aquilo que fazes por mim, por toda a felicidade que me proporcionas, tens de mim tudo aquilo que nunca ninguém teve!
Tens o melhor de mim.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
és incrível

O vento corre, a chuva cai e a vontade de correr para que ela caia sobre mim, é mais forte que eu! Largo tudo e assim o faço. Na rua, sozinha, paro! Olho para o céu escuro, e mesmo que ele pareça triste, solto um sorriso. Nesse mesmo momento lembro-me de nós. Desse teu lindo sorriso, dessa tua personalidade inconfundível, os teus olhos cor de avelã tão expressivos, lembro-me dessa tua magia, sim, tu és mágico! Fazes-me sentir um misto de sentimentos numa hora ou até mesmo em cinco minutos, és incrível. Sinto a água a percorrer o meu corpo, a minha alma fica leve, serena. Desejo assim parar ali o tempo e ficar ali intacta longe de tudo e de todos, mas nunca longe de ti!
Para onde quer que vá, vou levar-te sempre comigo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
imprevisível
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