sexta-feira, 30 de abril de 2010
minha pequenina
Mais uma vez apetece-me escrever sobre ti, minha pequena. Já não é a primeira, nem segunda, nem terceira posso dizer que és muitas vezes o motivo da minha escrita apesar de nunca ter partilhado contigo as minhas palavras. Sabes? Eu tenho saudades tuas. Desse teu sorriso que me enchia o coração, das tuas palavras no momento certo, do teu abraço, de quando pegavas na minha mão a punhas sobre a tua e dizias "não chores, tu és forte" com toda a convicção e determinação. Sempre foste muito determinada. Lembro-me que foste a única pessoa que chorou comigo, conseguiste ver todo o desespero que me consumia a alma, toda a dor que se apoderou de mim, do meu músculo central. Tenho ainda saudades dessa tua boa disposição pela manhã, da tua força! Cantavas e cantavas como se não houvesse amanhã, não querias saber, naquele momento o mundo era teu, e eu, eu ria-me, ria-me por toda a alegria que me proporcionavas. Admiro-te! Conseguias fazer com que me esquece dos meus problemas e devaneios e me concentra-se inteiramente nas tuas palavras. Lembras-te quando nos apeteceu largar tudo e cometer uma loucura? Corremos para o comboio sem saber o destino que iríamos tomar, a faltar um quarto de hora para a nossa primeira aula da tarde começar. Foi uma loucura sim, uma loucura de momentos que marcou. Eu errei e tenho consciência que é difícil retomar a amizade que em tempos partilhávamos, porque não é um pedido de desculpa que irá "apagar" de certa forma os erros, as palavras ditas e as que ficaram por dizer. Se calhar, já quando tivermos três pernas, ainda nos vamos rir disto, quem sabe! Mas isso só o tempo dirá como tudo na vida. Devo-te o maior obrigada por tudo, pela maneira como sempre cuidas-te de mim. Acredita que apesar de seres pequenina, és uma grande mulher!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário