O tempo lá fora encontra-se bonito, diria até alegre. Está calor e já muita gente vestiu uma t-shirt, faz-me lembrar um dia de verão. Mas, apesar de me encontrar num dia radiante como este, eu sinto-me triste, desorientada, desinteressada. Os pensamentos maus, infelizmente, estão a triunfar. O que mais temo apoderou-se de mim hoje, chegou o medo! Aquele a quem eu tento sempre fugir, é incrível o poder que ele tem não só sobre mim, mas perante todos nós. Repara, se uma criança observar um cão a correr de uma forma veloz em direcção a ela, ela tem medo, foge, chora e procura um local seguro, onde tem a certeza que nada de mal lhe irá acontecer. E neste caso acontece o mesmo mas em circunstâncias diferentes.
Eu tenho medo que os jardins voltem a perder a cor, que as luzes dos postes eléctricos se apaguem, que as ruas voltem a ser escuras, que o brilho das coisas desapareça, que a água dos mares e dos rios seque. Tenho medo por mim, por ti, por nós! Lembro-me de todas as promessas que já deixamos voar, que se torna de uma forma aterrador todo este medo que me invade a alma. E nestes momentos, só me apetece correr para junto de ti, abraçar-te com toda a força e sentir que estou segura e protegida, que nada de mal nos irá acontecer, pois é assim que eu me sinto quando estás aqui comigo, segura, protegida, sem medos! Tu dás-me toda a segurança que eu preciso, toda a luz que eu necessito e por tudo aquilo que te esforças, por tudo aquilo que fazes por mim, por toda a felicidade que me proporcionas, tens de mim tudo aquilo que nunca ninguém teve!
Tens o melhor de mim.
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