segunda-feira, 18 de abril de 2011

e sabe la o mundo os mundos que nós já percorremos



Tinhas as tuas mãos abraçadas no meu corpo, os teus olhos penetrados nos meus, o teu corpo agarrado ao meu e todo o meu corpo, como se fosse já da sua natureza, pedia todos os bocadinhos do teu toque. Fazes-me ter sede, querer sempre cada vez mais de ti, vasculhar os milímetros que ainda não encontrei e encontrar ainda mais a beleza e a singularidade de que és feito. Tinhas a tua vida em mim, o teu coração baloiçado nas almofadas da minha pele, e o teu amor repousado, fervendo, nas entranhas da minha derme. Tinha a tua vida, sabes? E, por momentos, acho que fomos um. Um só, entendes? Como que se fossemos da mesma pele, do mesmo olhar, do mesmo brilho, da mesma parte dividida, do mesmo sonho, da mesma realidade, de tudo, de nada, como se fossemos o que não separa, o que não divide, o que não fragmenta. Com isto, queria-te dizer que a vida pode nem sempre ser perfeita, que provavelmente antes de te encontrar ninguém me tirava a ideia que esse conceito nem sequer existia, mas que depois de nos encontrarmos nos caminhos do mundo essa magia não sai do cantinho do meu olhar.

eu morro de saudades desses tempos, gosto tanto mas tanto de ti meu amor 

Sem comentários:

Enviar um comentário